Juro, Blues


n“o sei se juro vinganÁa ou descanso eterno
ý implac·vel saga de meus dias

a teimosa sina que arranha a serenidade
perturba os raros momentos do sereno
em que transita pelo fluxo da mediocridade
tirando-lhe dos pÈs com as unhas o ch“o ameno

esfrega-se a pele nos arranhžes em rubor
tracionando a vol™pia ao rasgo da dor
e a cabeÁa chacoalha na textura azul batendo
agarro-me ýs m“os medÌocre a continuar sendo

n“o sei se juro vinganÁa ou descanso eterno
ý implac·vel saga de meus dias

curvo-me ý depress“o da frequÍncia felina
dos golpes por garras dilacerando em jorro
a vida em const’ncia v“ dos medos sem socorro
que raivosos mentem ý sobrevivÍncia que n“o se afina

e sobra a consciÍncia da evas“o em d™vida
que chora pelo Íxtase de suas ™nicas vias

n“o sei se juro vinganÁa ou descanso eterno
ý implac·vel saga de meus dias